quarta-feira, 12 de outubro de 2011

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS
















---( A magia da Minha Infância )---
Por Juliana Cintra Machado -

Fecho os meus olhos e me remeto a um passado encantado, minha infância, posso sentir seu cheiro, um cheiro de doce, de chuva, de bolo quente saindo do forno, de terra, cheiros que se misturam em um só, o cheiro bom da minha inesquecível infância....

Era uma época realmente mágica em que eu acreditava em Papai Noel o que tornava meu Natal ainda mais colorido, acreditava em conto de fadas, tinha amigos imaginários, brincava livre pela rua, corria na chuva....
Lembro-me das idas ao circo e o grande fascínio que aquele mundo de ilusões representava para mim, lembro dos lanches da tarde na casa da minha avó, acompanhado de bolo de chocolate, das brincadeiras no quintal, das escaladas nas árvores, das gargalhadas estridentes, das histórias infantis que minha mãe me contava, dos abraços apertados que meu pai me dava quando eu sentia medo de alguma coisa e a sensação de que com aquele abraço nada de ruim iria me acontecer.....
Lembro também das canções de Vinicius de Morais no “Arca de Noé, canções que tiveram um significado especial na minha vida, sinto tanta saudade, uma saudade gostosa, que aquece o meu coração e acalenta minha alma.

Essas lembranças estão marcadas em mim, não só nas cicatrizes dos tombos levados mas dentro de mim, bem lá no fundo da minha alma , são marcas que nunca irão se apagar, nunca ninguém vai me tirar pois elas me pertencem. Vou levá-las comigo como um tesouro precioso, para todo sempre...

Tudo que vivi na infância hoje sei, com certeza, que se transformou em uma fundamental peça, do grande quebra cabeça que eu sou !!

Minha infância, travessa, inocente, curiosa e repleta de sonhos, sonhos de criança !!
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" O Amor é uma doação e não uma exigência.
Quem realmente ama, dá tudo e nada pede.
Quem pede e exige da pessoa que diz amar demonstra que verdadeiramente não ama: ao
contrário, revela o egoísmo em alto grau.
Amar não é receber, é dar.
Não é pedir, mas proporcionar felicidade desinteressadamente.
O melhor exemplo do Amor verdadeiro é o das mães, que sabem amar com renúncia."
- Minutos de Sabedoria-
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-" FELIZ DIA DAS CRIANÇAS PARA TODAS AS CRIANÇAS DE TODAS AS IDADES ,QUE HABITAM NO FUNDO DE CADA UM DE NÓS... CRIANÇAS QUE EXISTEM "ADORMECIDAS" OU ATUANTES , EM CADA ALMA E EM CADA CORAÇÃO HUMANO. INTEGRANTES INFANTIS AINDA LATENTES ( MESMO QUE MUITAS VEZES, ESQUECIDOS ) NA ESSÊNCIA DESTA GIGANTE MASSA DE GENTE OCUPADA , EGOÍSTA E CAPITALISTA , QUE COMPÕE ESTE MUNDO DE "ADULTOS". E QUE PARECEM TER ESQUECIDO TAMBÉM DE QUE, UM DIA , MUITO PROVAVELMENTE , NO INÍCIO DE SUAS EXISTÊNCIAS , TAMBÉM TIVERAM MOMENTOS DE BONDADE E QUE JÁ FORAM PUROS DE CORAÇÂO..."
- EDUARDO ARAÚJO.

domingo, 9 de outubro de 2011

---IMAGENS SACRAS & DECORATIVAS---

                                                                                            -Anjinhos barrocos-
                                                                                        - São João Batista-
                                                                                           - Arcanjos musicais-
                                                                - Divino Espítito Santo (em diversos acabamentos)-
                                                                                                     - Última Ceia -
                                                                                 - Anjo da Guarda com pia de água benta-
                                                                                                   - Mandala Asteca-
-Prato Metalizado com cena de Jerusalém-


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 Apresento , neste publicação, algumas obras sacras na técnica da Metalização com folhas de Ouro velho, Cobre e Prata.
São imagens em gesso com aproximadamente 70cm de altura. Obras ricamente trabalhadas com Extratos madrepérola liláses em diversos matizes como base de sua pintura. Para , à partir de então , ser iniciado os efeitos de tonalização e envelhecimento característicos deste estilo de técnica...
Na sequência, as imagens recebem as folheações de Ouro , Cobre e Prata. Numa composição harmoniosa e bastante criteriosa. Conferindo um " Ar' sotisticado, Sóbrio e bastante elegante à estética da Imaginária Sacra. São efeitos enriquecidos também por delicadas e minuciosas volutas e arabescos com desenhos intrincados , inspirados nas folhas de Acanto e nas formas Rococós, tão características neste estilo de Arte.São desenhos feitos à mão-livre pelo artista em alto-relevo. Efeitos suaves que conferem valor artístico às obras confeccionadas por Eduardo Araújo.
As fotos abaixo ilustram a N. Sra. das Graças; o Sagrado Coração de Jesus ; o Santo Expedito e a Sibila Délfica ( Símbolo da Justiça ).Espero que o resultado final das obras encontrem a aprovação estética nos olhos dos apreciadores das Artes , assim como agradou a mim , autor das mesmas e aos clientes que as encomendaram .
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terça-feira, 4 de outubro de 2011

-O Príncipe e a Raposa-( Fragmentos do livro: O Pequeno Príncipe)

















-Este é o livro mais lindo que eu já li ! Me identifico inteiramente com seu conteúdo subjetivo... História de uma grandeza filosófica e moral ímpar !
Recomendo á todos lerem , ao menos , este trecho que publiquei aqui, no meu blog.- (Eduardo Araújo.)
















---( O PRINCIPEZINHO - LE PETIT PRINCE )--- SAINT EXUPÉRY
CAPÍTULO XXI

E foi então que apareceu a raposa:

- Bom dia! disse a raposa.

- Bom dia ! respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.

- Eu estou aqui ! disse a voz, debaixo da macieira...

- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...

- Sou uma raposa ! disse a raposa.

- Vem brincar comigo ! propôs o principezinho. - Estou tão triste...

- Eu não posso brincar contigo. disse a raposa. - Não me cativaram ainda...

- Ah! desculpa ! disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:


- Que quer dizer "cativar"?

- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?

- Procuro os homens. disse o principezinho. - Que quer dizer "cativar"?

- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?

- Não! disse o principezinho. - Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?

- É uma coisa muito esquecida... disse a raposa. - Significa "criar laços..."

- Criar laços?

- Exatamente, disse a raposa. - Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

- Começo a compreender, disse o principezinho. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...

- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

- Num outro planeta?

- Sim.

- Há caçadores nesse planeta?

- Não.

- Que bom! E galinhas?

- Também não.

- Nada é perfeito!!! suspirou a raposa.


Mas a raposa voltou à sua ideia.

- Minha vida é monótona... Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de Sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.

O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma... E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

- Por favor... cativa-me! disse ela.

- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.

- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...



No dia seguinte o principezinho voltou.

- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.

- Que é um rito? perguntou o principezinho.

- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar.

- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...

- Quis, disse a raposa.

- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.

- Vou, disse a raposa.

- Então, não sais lucrando nada!

- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo


Depois ela acrescentou:

- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.

Foi o principezinho rever as rosas:

- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.

E as rosas estavam desapontadas.



- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:

- Adeus, disse ele...

- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.

- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.

- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...

- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

- ( Ai, quem me Dera... )- Vinícius de Moraes
















Ai, Quem Me Dera
(Vinicius de Moraes)


"Ai, quem me dera! terminasse a espera
Retornasse o canto simples e sem fim.
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim

Ai, quem me dera! ver morrrer a fera
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor
Ai, quem me dera! uma manhã feliz
Ai, quem me dera! uma estação de amor

Ah, se as pessoas se tornassem boas!
E cantassem loas e tivessem paz...
E pelas ruas se abraçassem nuas.
E duas a duas fossem casais...

Ai, quem me dera! ao som de madrigais.
Ver todo mundo para sempre afim...
E a liberdade nunca ser demais.
E não haver mais solidão ruim...

Ai, quem me dera! ouvir o nunca-mais.
Dizer que a vida vai ser sempre assim.
E, finda a espera, ouvir na primavera
Alguém chamar por mim."

sábado, 17 de setembro de 2011

---( BONSAI-HUMANO )---









- O BONSAI -

"Só quem tem a sensível capacidade de amar incondicionalmente, é capaz de dedicar sua vida a cultivar , através da Arte, plantas e pessoas... Tive , em minha vida, a oportunidade de ter pacientemente construído lindos "bonsais- humanos" , que foram alvo dos meus mais puros e verdadeiros sentimentos... Estes são os seres que mais amo nesta vida. Uns, eu ainda os conservo... Outros, infelizmente se foram... Mas até estes ,eu ainda os amo... e muito... Estão guardados na minha mente e no meu espírito. Fazem parte de mim...
Talvez, não por me considerar uma espécie de ser misantropo. Mas sim , por ter sido desde que nasci neste mundo , uma pessoa que sempre gostou muito de plantas, é que penso que Deus tenha me escolhido para ser o artista responsável pelo trabalho de educação e de indução pelas técnicas características, na transformação de uma planta-humana num lindo Bonsai.
Confesso que dediquei anos de profundos estudos e trabalhos sistemáticos na elaboração estética do estilo de bonsai escolhido. Foram momentos intensos e de profunda paciência para a obtenção da forma desejada...
Este bonsai-humano , assim como os demais que cultivei em minha vida. Me trouxe , especialmente , muitos momentos felizes e também momentos de dificuldades , de dor e de medo. Medo de não conseguir alcançar meu objetivo maior: Fazê-lo crescer moral e espiritualmente . Me servi , além de ser seu artista-jardineiro, como seu tutor, seu esteio, sua base. Seu Porto-seguro, mesmo que , em muitos casos , eu estivesse frágil e vulnerável... Doei à este arvoredo-gente, o que havia de melhor em mim em termos de presença, disponibilidade, sentimentos , conselhos , força e fé. Desejei , como nunca havia desejado antes , fazer deste bonsai , a minha mais linda obra-prima. E assim o fiz !
Diferentemente dos cultivares literalmente vegetais que conhecemos , os bonsais-humanos têm vontade própria. Têm Livre-arbítrio e o direito de fazer o seu próprio caminho na vida. E não tenho como negar a dor, o vazio e a profunda tristeza que senti no dia em que percebi que o meu bonsai querido estava gradativa e inexoravelmente se afastando de mim...
Foi a sua escolha... Sua decisão... Por mais que me pergunte a razão e não encontre respostas à altura da perda em meu coração . Hoje , já não o tenho mais em meu jardim. Seu lugar está vazio... Mas além , muito além desta doída sensação de vazio . Posso , em certas ocasiões , ainda sentir a sua presença. Sinto ainda o perfume de suas folhas , pressinto seus conflitos e por mais que tente exercitar em mim o desapego , não consigo esquecê-lo nem um dia sequer. E confesso que fica quase sempre impossível controlar o transbordamento de minha sincera e pura emoção na forma de doídas lágrimas de saudades . É muito bom poder ajudar aos outros. É divina a sensação de praticar o Bem maior à quem se ama. Eu continuo o mesmo jardineiro de sempre. Mas minha plantinha querida ,mudou... E parece ter me esquecido. Mas tenho a consciência absolutamente tranquila de ter semeado sempre as melhores e as mais lindas sementes em seu coração. E como eu sonhei em vê-las todas germinar !!! Paradoxalmente , dói muito me perceber caído no ostracismo das lembranças e do coração de quem tanto gosto !
No afã de querer ver minha obra concluída, investi o que havia de melhor em mim... Queria que o bonsai se desenvolvesse logo. Queria assistir de perto as suas primeiras floradas , provar dos seus doces frutos. E me sentir recompensado ao ver a Beleza plena do meu trabalho concluído. Mas por amar demais , fui pueril. E esqueci que algumas plantas, além das raízes , caules , flores , folhas e frutos . Algumas espécies também podem ter seus acúleos ( espinhos ). E infelizmente , querendo fazer o bem , acabei por me ferir nos acúleos de uma planta que julgava também me amar com igual intensidade...
E como já havia desenvolvido convivência e intimidade junto à este ser vegetal . E ter um importante trabalho de condução ao caminhos da Luz , da Paz e da Verdade, me sinto como se fosse o seu co-criador. Um alguém por ele responsável . É como se uma concessão tivesse sido dada a mim por Deus por ter sido o jardineiro escolhido para tão singular missão. Aprendi a desenvolver por esta pequena árvore-humana, um tipo de amor único. Algo diferente de tudo o que já havia sentido antes pelas minhas outras plantas e flores... Tenho por este bonsai , um amor protetor e pleno , como o de um Pai. Puro e desinteressado , como o amor de um Filho. E transcendente à vida material , como o amor do Espírito Santo... Amor que se utiliza desta licença poética , fundamentado na seriedade e no firme propósito de um alguém que já viveu muitas vidas no Passado espiritual e que reconhece esta espécie de bonsai-gente de remotas existências. E me servi do bonito símbolo da figura de um " Anjo da Guarda" para guiar e salvaguardar os destinos desta planta-gente nos caminhos difíceis e perigosos que trilhamos neste planeta árido de altruísmo desinteressado e reconhecimento às práticas do bem e do amor.
Hoje , me sinto só ... Oco, como madeira apodrecida devorada por cupins . Minha alma sente imensamente a falta da minha planta favorita. As coisas mudam e eu já não mais aguardo o retorno de minha planta numa próxima primavera. Me sinto num triste outono afetivo. Mas estou certo que mesmo que jamais torne a vê-la , a amarei até o fim. E de onde eu estiver, sempre estarei a velar e a interceder junto aos bons anjos por sua sorte e felicidade. O verdadeiro amor nunca morre! Ainda que o artista acabe, a obra sempre ficará ! "
-( Eduardo Araújo )-


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" Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente."

( Henfil )

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

---( LEMBRA DE MIM )---

Clipe Artístico executado pelo Artista Plástico Eduardo Araújo num tom intimista , reflexivo , nostálgico... A música linda na voz do Cantor Sérgio Saint nos fala de Amor , Lembranças , Saudades de um plano de Vida sonhado a dois , mas que se perdeu , que naufragou ...


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Segue a letra desta rica canção de Amor Irrestrito:



--( Lembra de Mim - Sérgio Saint )--




Lembra de mim... Em uma bíblia que você nunca mais leu; Lembra de mim... Num silêncio em seu quarto em oração. Eu vou te ver envelhecer De coração aqui. Paz te dou, menino meu Lembrei-me de você... Lembra de mim ! Lembra de mim... Quando a cor do pôr-do-sol enche o céu . Lembra de mim... Quando vê a natureza em perfeição. Eu vou te ver envelhecer De coração aqui. Paz te dou, menino meu; Lembrei-me de você... Lembra de mim ! Lembra de mim... Quando uma criança brinca e vê você. Lembra de mim... Quero tanto te falar, Quero tanto te olhar, Quero sim te ver sorrir... Eu vou te ver envelhecer; De coração aqui. Paz te dou, menino meu... Lembrei-me de você... Lembra de mim ! (Vou te ver envelhecer, Paz te dou, menino meu) Lembra de mim (De coração aqui, Lembrei-me de você)




" O Trem e o Pássaro "- Fragmentos Poéticos...




- O Trem -

" Ás Vezes somos como um trem...
Pessoas entram em nossas vidas. Tomam seus lugares, como se seguissem sempre o mesmo caminho que o nosso.
Mas depois elas se vão... Desembarcam...
E continuamos seguindo o nosso curso... Seguimos a nossa vida.
E essas pessoas ? Eu não sei !
Em seu silêncio elas desceram do meu trem... Sem explicações... "
( autor desconhecido )
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Não há nada mais triste do que o grito de um trem no silêncio noturno. É a queixa de um estranho animal perdido, único sobrevivente de alguma espécie extinta, e que corre, corre, desesperado, noite em fora, como para escapar à sua orfandade e solidão de monstro. ( Mário Quintana )

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- O Pássaro -

Imagine um pássaro...
sozinho, num pleno negro.

sem ter
como gerar filhotes
ou construir seus ninhos.
Encolhido de medo.
Um pássaro
sem a cor
e o aroma das flores,
sem ter para quem cantar
ou sequer um galho
para pousar.

Imagine que o pássaro
não tenha como ver,
não tenha como voar,
não tenha água para beber
ou grão para se alimentar

Imagine esse pássaro
sem o brilho do dia,
sem o sol ou a chuva,
sem o silêncio da noite.

Um pássaro sem nenhum sentido
para viver
Um pássaro
esperando, sozinho, sua hora de morrer.
Imagine ,agora,
o que seria a solidão!!
( Solidão - André Marques)

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P.S.: - Eu compreendo bem este caso... São as contradições de um mundo populoso ao extremo , mas cada vez vez mais egoísta... E isso faz da Terra um planeta com Muitos bilhões de seres solitários. Só mesmo Deus para nos dar alento e esperança. Desejo Boa sorte aos que ainda mantém puro o seu coração. ( EDUARDO ARAÚJO )