terça-feira, 25 de outubro de 2011

- Restauração - Imagem Sacra ( IMACULADA CONCEIÇÃO )






Esta postagem mostra por fotos, todo o processo de restauro da pintura de uma Imagem sacra de uma Nossa Senhora da Conceição. Imagem chegada a mim pelas mãos de uma cliente , que a comprou de um artesão sem experiência no ramo. Imagem , originalmente , pintada por tintas automotivas feita às pressas e sem nenhum senso de acabamento.Numa pintura feita em série com o uso de uma pistola de ar comprimido. Obra que em nada me revelou qualquer evocação à beleza de um bom acabamento ou qualquer tipo de emoção ou valor artístico... Foi um trabalho longo e exaustivo pintar sobre este fundo automotivo. Fato que , geralmente , " repele" quimicamente a nova pintura feita à mão livre sobre a mesma. Era preciso " isolar" a base para depois iniciar a minha arte propriamente dita. Uma pintura manual, feita com calma , de fora atenta e cuidadosa. Numa técnica artística que leva tempo e exige habilidade e dedicação do seu executor . E toda obra assim realizada , fatalmente ganha status positivo e seu aspecto final agrega real valor à qualquer arte sacra...
Foram muitas demãos de tintas acrílicas , vernizes , arabescos em alto relevo à mão livre pelas vestes da imagem. Além de camadas de vernizes madrepérola importados do Leste Europeu em tons sutis e coerentes com o seu estilo . Finalizadas pelas camadas pacientemente " pousadas" sobre a imagem ,em ponto mordente, de finas e delicadas folhas de ouro velho e prata. A santa ganhou " vida nova " !!! A técnica por mim utilizada, imprimiu LUZ, Valor artístico , beleza e sofisticação à obra restaurada.
Desta forma , concluí mais um trabalho de restauração encomendada por uma cliente . E que foi finalizada com sucesso e harmonia estética. Espero que todos possam usufruir deste meu trabalho como espectadores virtuais à quem tanto estimo e a quem sempre busco trazer paz , beleza, cultura e mensagens positivas em tudo o que posto neste nosso Blog. Fiquem com Deus!














quarta-feira, 12 de outubro de 2011

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS
















---( A magia da Minha Infância )---
Por Juliana Cintra Machado -

Fecho os meus olhos e me remeto a um passado encantado, minha infância, posso sentir seu cheiro, um cheiro de doce, de chuva, de bolo quente saindo do forno, de terra, cheiros que se misturam em um só, o cheiro bom da minha inesquecível infância....

Era uma época realmente mágica em que eu acreditava em Papai Noel o que tornava meu Natal ainda mais colorido, acreditava em conto de fadas, tinha amigos imaginários, brincava livre pela rua, corria na chuva....
Lembro-me das idas ao circo e o grande fascínio que aquele mundo de ilusões representava para mim, lembro dos lanches da tarde na casa da minha avó, acompanhado de bolo de chocolate, das brincadeiras no quintal, das escaladas nas árvores, das gargalhadas estridentes, das histórias infantis que minha mãe me contava, dos abraços apertados que meu pai me dava quando eu sentia medo de alguma coisa e a sensação de que com aquele abraço nada de ruim iria me acontecer.....
Lembro também das canções de Vinicius de Morais no “Arca de Noé, canções que tiveram um significado especial na minha vida, sinto tanta saudade, uma saudade gostosa, que aquece o meu coração e acalenta minha alma.

Essas lembranças estão marcadas em mim, não só nas cicatrizes dos tombos levados mas dentro de mim, bem lá no fundo da minha alma , são marcas que nunca irão se apagar, nunca ninguém vai me tirar pois elas me pertencem. Vou levá-las comigo como um tesouro precioso, para todo sempre...

Tudo que vivi na infância hoje sei, com certeza, que se transformou em uma fundamental peça, do grande quebra cabeça que eu sou !!

Minha infância, travessa, inocente, curiosa e repleta de sonhos, sonhos de criança !!
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" O Amor é uma doação e não uma exigência.
Quem realmente ama, dá tudo e nada pede.
Quem pede e exige da pessoa que diz amar demonstra que verdadeiramente não ama: ao
contrário, revela o egoísmo em alto grau.
Amar não é receber, é dar.
Não é pedir, mas proporcionar felicidade desinteressadamente.
O melhor exemplo do Amor verdadeiro é o das mães, que sabem amar com renúncia."
- Minutos de Sabedoria-
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-" FELIZ DIA DAS CRIANÇAS PARA TODAS AS CRIANÇAS DE TODAS AS IDADES ,QUE HABITAM NO FUNDO DE CADA UM DE NÓS... CRIANÇAS QUE EXISTEM "ADORMECIDAS" OU ATUANTES , EM CADA ALMA E EM CADA CORAÇÃO HUMANO. INTEGRANTES INFANTIS AINDA LATENTES ( MESMO QUE MUITAS VEZES, ESQUECIDOS ) NA ESSÊNCIA DESTA GIGANTE MASSA DE GENTE OCUPADA , EGOÍSTA E CAPITALISTA , QUE COMPÕE ESTE MUNDO DE "ADULTOS". E QUE PARECEM TER ESQUECIDO TAMBÉM DE QUE, UM DIA , MUITO PROVAVELMENTE , NO INÍCIO DE SUAS EXISTÊNCIAS , TAMBÉM TIVERAM MOMENTOS DE BONDADE E QUE JÁ FORAM PUROS DE CORAÇÂO..."
- EDUARDO ARAÚJO.

domingo, 9 de outubro de 2011

---IMAGENS SACRAS & DECORATIVAS---

                                                                                            -Anjinhos barrocos-
                                                                                        - São João Batista-
                                                                                           - Arcanjos musicais-
                                                                - Divino Espítito Santo (em diversos acabamentos)-
                                                                                                     - Última Ceia -
                                                                                 - Anjo da Guarda com pia de água benta-
                                                                                                   - Mandala Asteca-
-Prato Metalizado com cena de Jerusalém-


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 Apresento , neste publicação, algumas obras sacras na técnica da Metalização com folhas de Ouro velho, Cobre e Prata.
São imagens em gesso com aproximadamente 70cm de altura. Obras ricamente trabalhadas com Extratos madrepérola liláses em diversos matizes como base de sua pintura. Para , à partir de então , ser iniciado os efeitos de tonalização e envelhecimento característicos deste estilo de técnica...
Na sequência, as imagens recebem as folheações de Ouro , Cobre e Prata. Numa composição harmoniosa e bastante criteriosa. Conferindo um " Ar' sotisticado, Sóbrio e bastante elegante à estética da Imaginária Sacra. São efeitos enriquecidos também por delicadas e minuciosas volutas e arabescos com desenhos intrincados , inspirados nas folhas de Acanto e nas formas Rococós, tão características neste estilo de Arte.São desenhos feitos à mão-livre pelo artista em alto-relevo. Efeitos suaves que conferem valor artístico às obras confeccionadas por Eduardo Araújo.
As fotos abaixo ilustram a N. Sra. das Graças; o Sagrado Coração de Jesus ; o Santo Expedito e a Sibila Délfica ( Símbolo da Justiça ).Espero que o resultado final das obras encontrem a aprovação estética nos olhos dos apreciadores das Artes , assim como agradou a mim , autor das mesmas e aos clientes que as encomendaram .
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terça-feira, 4 de outubro de 2011

-O Príncipe e a Raposa-( Fragmentos do livro: O Pequeno Príncipe)

















-Este é o livro mais lindo que eu já li ! Me identifico inteiramente com seu conteúdo subjetivo... História de uma grandeza filosófica e moral ímpar !
Recomendo á todos lerem , ao menos , este trecho que publiquei aqui, no meu blog.- (Eduardo Araújo.)
















---( O PRINCIPEZINHO - LE PETIT PRINCE )--- SAINT EXUPÉRY
CAPÍTULO XXI

E foi então que apareceu a raposa:

- Bom dia! disse a raposa.

- Bom dia ! respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.

- Eu estou aqui ! disse a voz, debaixo da macieira...

- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...

- Sou uma raposa ! disse a raposa.

- Vem brincar comigo ! propôs o principezinho. - Estou tão triste...

- Eu não posso brincar contigo. disse a raposa. - Não me cativaram ainda...

- Ah! desculpa ! disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:


- Que quer dizer "cativar"?

- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?

- Procuro os homens. disse o principezinho. - Que quer dizer "cativar"?

- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?

- Não! disse o principezinho. - Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?

- É uma coisa muito esquecida... disse a raposa. - Significa "criar laços..."

- Criar laços?

- Exatamente, disse a raposa. - Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

- Começo a compreender, disse o principezinho. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...

- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

- Num outro planeta?

- Sim.

- Há caçadores nesse planeta?

- Não.

- Que bom! E galinhas?

- Também não.

- Nada é perfeito!!! suspirou a raposa.


Mas a raposa voltou à sua ideia.

- Minha vida é monótona... Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de Sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.

O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma... E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

- Por favor... cativa-me! disse ela.

- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.

- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...



No dia seguinte o principezinho voltou.

- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.

- Que é um rito? perguntou o principezinho.

- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar.

- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...

- Quis, disse a raposa.

- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.

- Vou, disse a raposa.

- Então, não sais lucrando nada!

- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo


Depois ela acrescentou:

- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.

Foi o principezinho rever as rosas:

- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.

E as rosas estavam desapontadas.



- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:

- Adeus, disse ele...

- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.

- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.

- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...

- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

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